Sistema Gerenciador de Banco de Dados para Levantamentos Ecológicos de Campo

Apresentação topo

ECOLOG é um sistema gerenciador de bancos de dados multi-plataforma, projetado para o manejo de dados sobre locais de coleta, espécies, indivíduos e variáveis ambientais obtidos em levantamentos ecológicos de campo e inventários de biodiversidade.

O principal objetivo do ECOLOG é tornar os dados obtidos dos levantamentos de campo prontamente acessíveis, fornecendo listas de espécies coletadas na área do levantamento e também informações sobre preferências de habitat, abundância ou raridade de uma espécie em particular, biometria, morfologia, dominância e localização espacial de cada espécime individual coletado em campo. O sistema propõe-se a contribuir para a adoção de um padrão mínimo para a coleta, armazenamento e intercâmbio de dados de levantamentos ecológicos de campo e inventários de biodiversidade, evitando a duplicação de esforços um diferentes instituições e projetos de pesquisa e gerenciamento ambiental.

Características topo

  • Interface de múltiplos documentos dirigida por menus simples, com termos familiares e opções que refletem o fluxo de trabalho do pesquisador

  • Utilização direta de planilhas eletrônicas em vários formatos (.xls, .xlsx, .ods, .csv and .tsv), que o usuário pode criar e editar em seu programa favorito (Office Excel, LibreOffice/OpenOffice Calc, Gnumeric, etc.)

  • Definição interativa de filtros para seleção de registros, a partir de qualquer atributo ou combinação de atributos, inclusive campos baseados em texto

  • Relatórios pré-definidos simples, com saída em formato HTML, incluindo a emissão de listas de espécies e etiquetas de coleta, possibilitando a produção automática de páginas de apresentação na Web a partir do conteúdo do banco de dados

  • Geração de estatísticas do banco de dados e gráficos, cálculo de índices de diversidade e curvas de acumulação de espécies ("curva do coletor")

  • Armazenamento de variáveis ambientais e descritores morfológicos e biométricos definidos pelo usuário

  • Importação/exportação flexível de dados em vários formatos diferentes para intercâmbio com outros programas

  • Suporte ao armazenamento e análise estatística de sequências curtas de genes para utilização em inventários de biodiversidade usando códigos de barras de DNA

  • Suporte à descrição do conteúdo, contexto, qualidade, estrutura e acessibilidade dos conjuntos de dados (metadados), baseado no padrão da Ecological Metadata Language (EML)

  • Integração com Google Earth, para gerar mapas de distribuição de espécimes a partir dos dados de coordenadas espaciais armazenados no banco de dados, exportados no formato KML

  • Análises multivariadas de dados ecológicos (índices de similaridade,  análise de agrupamentos, ordenação)

  • Versões localizadas em Inglês, Francês e Espanhol, dirigidas a outros países da América Latina, Caribe e África

Aplicações topo

  • Levantamentos florísticos e faunísticos
  • Inventários para conservação
  • Relatórios de impacto ambiental
  • Estudos fitossociológicos

Telas topo

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Tabela de Dados (Windows XP)

Tabela de Dados (Ubuntu Linux)

Cadastro de Projeto (Windows XP)

Cadastro de Projeto (Ubuntu Linux)


Relatório (Windows XP)

Relatório (Ubuntu Linux)

Estatísticas (Windows XP)

Estatísticas (Ubuntu Linux)

Gráficos (Windows XP)

Gráficos (Ubuntu Linux)

Assistente de Importação (Windows XP)

Assistente de Importação (Ubuntu Linux)

Histórico topo

Versões 1.0-3.0

A primeira versão do ECOLOG foi desenvolvida em 1990 com apoio das Linhas de Ação em Botânica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq proc. #402372/89-1//FV), Programa Mata Atlântica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro/IBAMA (CNPq proc. #407809/84.4), Instituto Brasileiro de Pesquisas e Estudos Ambientais (Pró-Natura), John D. & Catharine T. MacArthur Foundation (proc. #8900-527 Environment) e Shell do Brasil para o Projeto "Banco de Dados da Mata Atlântica".

Esta versão foi utilizada até 1991, quando foi substituída por outra versão, incorporando diversos aperfeiçoamentos a nível de projeto físico do banco de dados e interface de usuário (Cavalcanti, 1991; Cavalcanti, 1993).

As primeiras versões do ECOLOG foram desenvolvidas com o compilador Clipper versão Summer '87 da Nantucket Corporation, para uso em microcomputadores compatíveis com o IBM-PC XT/AT, sob o sistema operacional MS-DOS 3.0 ou superior.

Versão 4.0

No final da década de 1990, o protótipo experimental de uma nova versão do ECOLOG para o sistema operacional MS-Windows 95/98 foi desenvolvido utilizando o ambiente de desenvolvimento rápido de aplicações Borland Delphi versão 4.0, mas este protótipo nunca foi completado.

A partir de 2003, a demanda por uma ferramenta de software especializada para atender às necessidades de manejo de dados sobre locais, espécies e indivíduos obtidos no inventário de biodiversidade do Lago Tupé, na Amazônia Central, conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Projeto Biotupé), despertou novo interesse pelo desenvolvimento de uma versão atualizada do ECOLOG (Cavalcanti, 2005).

Em sua quarta versão, liberada inicialmente em 2009, o ECOLOG foi inteiramente re-projetado como uma aplicação multi-plataforma para os sistemas operacionais GNU/Linux, MS-Windows e Mac OS X, utilizando a linguagem de programação Python, a biblioteca de interface gráfica de usuário wxPython e o motor de banco de dados SQLite.

Versão 5.0

No início de 2014, após um longo período em que o desenvolvimento do software permaneceu inativo, foi efetuada uma análise detalhada do ECOLOG, a qual deixou claro que muitas mudanças significativas poderiam (e deveriam) ser realizadas no sistema, para ter suas funcionalidades exploradas e expandidas.

Nesta nova versão, foram introduzidas muitas mudanças e aperfeiçoamentos em relaçào a todas as versões anteriores:

  1. A estrutura de dados baseada em uma biblioteca de banco de dados relacional armazenada em arquivos próprios com extensão ".db", foi substituída inteiramente por planilhas eletrônicas, nos formatos .xls, .xlsx, .ods, .csv ou .tsv, que o usuário pode criar e editar em seu programa favorito (Office Excel, LibreOffice Calc, Gnumeric, etc.) e utilizar diretamente no ECOLOG. Isto elimina a necessidade de "importar" dados para o ECOLOG e torna a entrada e edição de dados muito mais rápida e amigável para o usuário já acostumado com planilhas eletrônicas.

  2. A interface de usuário do ECOLOG foi re-implementada utilizando a biblioteca Qt, em substituição à biblioteca wxWidgets utilizada na versão atual. Isto permite oferecer uma interface mais uniforme em todos os sistemas operacionais suportados e facilita a instalação e utilização do programa no GNU/Linux, pois automaticamente todas as distribuições baseadas no ambiente gráfico KDE (Kubuntu, OpenSUSE, Fedora KDE, Mint KDE) são suportadas (já que o ambiente KDE é baseado na biblioteca Qt). Além disso, a nova interface utiliza o modelo de múltiplos documentos (possibilitando a visualização simultânea dos dados de coletas e variáveis ambientais em janelas separadas) e tem menus simplificados, com termos familiares e opções que refletem de forma mais "natural" o fluxo de trabalho do pesquisador.

  3. Integração do ECOLOG com as bibliotecas numéricas e científicas da linguagem Python (NumPy, SciPy, Matplotlib), assim tornando possível não apenas armazenar e gerenciar os dados oriundos dos levantamentos ecológicos de campo, mas também analisá-los diretamente a partir do próprio ECOLOG. Esta estratégia tem a grande vantagem de possibilitar ao ECOLOG executar vários tipos de análise de dados ecológicos, ao mesmo tempo evitando a "re-invenção da roda" e a re-implementação desnecessária (e ineficiente) de métodos e algoritmos já disponíveis e testados.

  4. O ECOLOG é permanece sendo um software livre e de código aberto, distribuído gratuitamente nos termos da Licença Pública Geral GNU (GPL), porém a partir da nova versão passa a ser também donationware, significando que o projeto arrecada doações (via PayPal) que possibilitem assegurar a continuidade no desenvolvimento do programa e minimizar os períodos entre as atualizações. Não sendo um produto comercial nem podendo contar com recursos de longo prazo para sua manutenção, essa é a única forma que o ECOLOG tem para poder manter-se em atividade.

Casos de Uso topo

  • Programa Mata Atlântica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro/IBAMA, que organizou uma base de dados com cerca de 20.000 registros de espécimes e 2.000 registros de espécies de plantas coletadas na Reserva Ecológica de Macaé de Cima, Município de Nova Friburgo, Rio de Janeiro (Dalcin et al., 1997) e outra com cerca de 600 indivíduos e 140 espécies vegetais da Estação Ecológica Estadual do Paraíso, Município de Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro (Kurtz & Araujo, 2000).

  • Projeto Levantamento Biológico Integrado da Reserva Ecológica Estadual de Jacarepiá, Município de Saquarema, Rio de Janeiro, da Fundação Estadual de Engenharia do Meio-Ambiente do Rio de Janeiro (FEEMA), que organizou uma base de dados com cerca de 300 indivíduos e 200 espécies de plantas da área (Sá et al., 1991).

  • Projeto Biotupé, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCT), Município de Manaus, Amazonas, direcionado ao gerenciamento e análise dos dados sobre a biodiversidade da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Lago Tupé (Cavalcanti, 2005).

Publicações topo

  1. Cavalcanti, M.J. 1991. ECOLOG: um sistema de banco de dados para levantamentos ecológicos de campo. Resumos do XVIII Congresso Brasileiro de Zoologia, Salvador, p. 557.

  2. Cavalcanti, M.J. 1993. ECOLOG: um sistema gerenciador de bancos de dados para levantamentos ecológicos de campo. Resumos do I Simpósio de Aplicações da Informática em Biologia, Campinas, pp. 44-45. Texto

  3. Cavalcanti, M.J. 1998. Aplicações de Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados em Ecologia e Sistemática. Acta Biologica Leopoldensia, São Leopoldo 20: 5-20.

  4. Cavalcanti, M.J. 2005. Bancos de dados sobre biodiversidade na Amazônia: a experiência do Projeto Biotupé. In: Santos-Silva, E.N., Aprile, F.M., Scudeller, V.V. & Melo, S. (orgs.), BioTupé: Meio Físico, Diversidade Biológica e Sociocultural do Baixo Rio Negro, Amazônia Central. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, pp. 199-213. PDF

  5. Cavalcanti, M.J. 2011. ECOLOG: um sistema gerenciador de bancos de dados para levantamentos ecológicos de campo e inventários de biodiversidade. In: Santos-Silva, E.N., Scudeller, V.V. & Cavalcanti, M.J. (orgs.), BioTupé: Meio Físico, Diversidade Biológica e Sociocultural do Baixo Rio Negro, Amazônia Central - Volume 3. Rizoma Editorial, Manaus, pp. 291-302. PDF

  6. Dalcin, E., Solano, L. & Pizarro, R. 1997. De banco de dados a centro de informações e serviços: uma experiência para a Reserva Ecológica Macaé de Cima. In: Lima, H.C. & Guedes-Bruni, R.R. (orgs.), Serra de Macaé de Cima: Diversidade Florística e Conservação em Mata Atlântica. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, pp. 307-314. PDF

  7. Kurtz, B.C. & Araujo, D.S.D. 2000. Composição florística e estrutura do componente arbóreo de um trecho de Mata Atlântica na Estação Ecológica Estadual do Paraíso, Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia, Rio de Janeiro 51: 69-112. PDF

  8. Sá, C.F.C., Araujo, D.S.D., Lima, H.C., Cavalcanti, M.J., Pereira, M.C.A. & Fontoura, T. 1991. Composição florística e estrutura da floresta de cordão arenoso da Reserva Ecológica de Jacarepiá, Saquarema (RJ): dados preliminares. Resumos do XLII Congresso Nacional de Botânica, Goiânia, p. 527.

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Licença topo

GNUO ECOLOG é distribuído gratuitamente como software livre, de código aberto, nos termos da Licença Pública Geral GNU (GNU GPL), versão 2 ou posterior.

Documentação topo

Licença topo

GNUO Manual do Usuário do ECOLOG é distribuído nos termos da Licença de Documentação Livre GNU (GNU FDL), versão 1.1 ou posterior.

Links topo

Dados topo

Software topo

Suporte topo

Fórum topo

O suporte ao usuário do ECOLOG é fornecido através de uma lista de discussão específica no Google Groups (ECOLOG-L). É recomendável a inscrição na lista compartilhar dúvidas, participar de discussões e receber suporte e notícias de atualizações.

Perguntas Frequentes topo

P. Quais são os requisitos para utilização do ECOLOG?

R. Requisitos mínimos:
  • Processador 1.2 GHz
  • Memória RAM 1 Gb
  • Espaço em disco 50 Mb
  • Sistema operacional GNU/Linux (Kubuntu, Fedora KDE, Mint KDE, OpenSUSE), MS-Windows (XP, Vista, 7, 8) ou Mac OS X (10.5 "Leopard" ou superior)

P. Quanto custa o ECOLOG?

R. Nada. Niente. Nothing. Néant. Nichts. Niets. Inget.

P. O código-fonte do ECOLOG está disponível?

R. Sim. O ECOLOG é um software livre e de código aberto, distribuído nos termos da Licença Pública Geral GNU (GPL).

P. Posso importar dados de uma planilha eletrônica para o ECOLOG?

R. Pode. O ECOLOG lê diretamente dados provenientes de planilhas nos formatos .csv (texto separado por vírgulas), .tsv (texto separado por tabulações), bem como nos formatos nativos do MS-Excel (.xls, .xlsx) e LibreOffice/OpenOffice (.ods).

P. Posso exportar dados do ECOLOG para outros programas?

R. Sim. O ECOLOG oferece diversas opções de exportação dos dados, em vários formatos (CSV, DELTA, FITOPAC, RDE/BRAHMS, KML, CEP, etc.).

P. Posso utilizar o ECOLOG para gerenciar o herbário da minha instituição?

R. Não. O ECOLOG não é um programa para gerenciamento de herbários ou coleções zoológicas. Todavia, os dados dos espécimes armazenados em bancos de dados do ECOLOG podem ser exportados para o sistema de gerenciamento de coleções botânicas BRAHMS.

P. Como faço para calcular o valor econômico das espécies com o ECOLOG?

R. Não faz. O ECOLOG é uma ferramenta para biólogos, não para engenheiros florestais.

P. Posso efetuar análises multivariadas de dados com o ECOLOG?

R. Sim. É possível realizar análises de dados diretamente com o ECOLOG, por meio da integração com o sistema estatístico e gráfico R. Dados armazenados em planilhas legíveis pelo ECOLOG também podem ser exportados para programas específicos de análise multivariada de dados ecológicos (FITOPAC, DECORANA, TWINSPAN, CANOCO, PC-ORD, MVSP, etc.)

P. Como citar o ECOLOG em publicações?

R. A citação correta sugerida para o ECOLOG em publicações técnicas e científicas é a seguinte:

Versão MS-DOS:

Cavalcanti, M.J. 1993. ECOLOG: um sistema gerenciador de bancos de dados para levantamentos ecológicos de campo. Resumos do I Simpósio de Aplicações da Informática em Biologia, Campinas, pp. 44-45.

Versão MS-Windows-GNU/Linux:

Cavalcanti, M.J. 2011. ECOLOG: um sistema gerenciador de bancos de dados para levantamentos ecológicos de campo e inventários de biodiversidade. In: Santos-Silva, E.N., Scudeller, V.V. & Cavalcanti, M.J. (orgs.), BioTupé: Meio Físico, Diversidade Biológica e Sociocultural do Baixo Rio Negro, Amazônia Central - Volume 3. Rizoma Editorial, Manaus, pp. 291-302.

Contato topo

Mauro J. Cavalcanti
Caixa Postal 46521
CEP 20551-970
Rio de Janeiro, RJ, BRASIL
E-mail: maurobio (at) gmail (dot) com

Agradecimentos topo

Ao Dr. Gustavo Martinelli (coordenador do Programa Mata Atlântica, Jardim Botânico do Rio de Janeiro), pelo apoio ao desenvolvimento da versão original do ECOLOG.

Ao Dr. Edinaldo Nelson (coordenador do Projeto Biotupé, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), pelo apoio ao desenvolvimento da nova versão e atualizações do ECOLOG.

A todos os botânicos, nas pessoas dos Drs. Veridiana Scudeller (Universidade Federal do Amazonas), Eduardo Dalcin (Jardim Botânico do Rio de Janeiro) e Cyl Farney Catarino de Sá (Jardim Botânico do Rio de Janeiro), que contribuíram para o aperfeiçoamento do ECOLOG com críticas construtivas e sugestões úteis.

Apoio topo

Doações topo

Contribua com uma doação e ajude a manter ativo o desenvolvimento do ECOLOG. Doações podem ser feitas com cartão de crédito, através do PayPal.

Não há limite para as doações, porém de acordo com os valores doados, os usuários têm direito a suporte por e-mail e telefone, manual do usuário impresso em gráfica e pacote de instalação em mini-CD.

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© 1990-2015 Mauro J. Cavalcanti